segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Discurso em Moscavide - 19 de Setembro

Exmos. Senhores,

É com muito gosto que partilho com todos vós a apresentação da candidatura do nosso companheiro Sérgio Perfeito, que aceitou o convite do Partido Social Democrata para liderar o Projecto à Junta de Freguesia de Moscavide.

Tenho a certeza que ao aceitar ser candidato por esta terra o faz com a convicção de que pode mudar os acontecimentos dos próximos quatro anos, apresentando aos seus eleitores um projecto que tem por objectivo modificar alguns cenários nesta freguesia.

Quero desejar-lhe, caro companheiro, e como candidata à Câmara Municipal de Loures, os melhores êxitos na caminhada que vai efectuar até às eleições do dia 11 de Outubro.

Estou consigo, companheiro Sérgio Perfeito, e tudo farei para o ajudar no combate político que se avizinha.

O Partido Social Democrata, ao convidá-lo para candidato à Assembleia de Freguesia de Moscavide, fê-lo com a convicção plena de que é o candidato certo para exercer as futuras funções de Presidente de Junta e capaz de, em colaboração com as forças vivas da freguesia, encontrar soluções que concorram para o bem-estar desta comunidade.

Moscavide tornou-se freguesia em 1928 depois de deixar de pertencer à freguesia dos Olivais Extra. Em 1964 foi elevada a vila.

Situada nos subúrbios da Capital, veio a desenvolver-se como dormitório, constituindo, apesar de tudo, uma das melhores estruturas urbanas periféricas de Lisboa.

A vila de Moscavide devido ao facto de se encontrar entre as Quintas da Vitória, Quinta do Cabeço, o Seminário dos Olivais, o Rio Tejo e a cidade de Lisboa, não conseguiu ocupar um território que correspondesse a esse crescimento.

Com pouco mais de 1 Km2, regista uma alta densidade populacional.

A instalação de indústrias como a INDEP e a Petrogal foram responsáveis pela fixação dos migrantes que, nas décadas de 40 e 50, vieram do Alentejo e das Beiras.

A premência em dar respostas às necessidades habitacionais traduziu-se numa grande especulação imobiliária, que teve como consequência um mau exemplo de planeamento urbanístico, cujos reflexos se fazem sentir de há muito.

Existe um decréscimo da população juvenil e um aumento considerável da população idosa, ou seja, a estrutura etária está muito envelhecida.

Entre a população activa predominam os trabalhadores do sector terciário e secundário; 80% dos estabelecimentos pertencem ao sector terciário, sendo 60% unidades comerciais, restaurantes e similares.
7,8% da população está reformada.

Ao nível da instrução da população, apercebemo-nos da existência de uma percentagem elevada de indivíduos que não sabe ler nem escrever e uma reduzida percentagem completou o Ensino Secundário.

Com estes cenários, Moscavide também vive e sente os problemas em termos físicos, demográficos e sociais.

Esta freguesia tem algumas fragilidades, fruto da sua situação geográfica e da falta de planeamento urbanístico.

Com a criação da Expo, Moscavide estendeu o seu espaço que contrasta com a actual freguesia.

A existência de uma população muito idosa e de fracos recursos exige a criação de mais estruturas de apoio que passam pela criação de novos Centros de Dia que promovam a saúde, o bem-estar e a ocupação activa da pessoa idosa.
É determinante proporcionar a mudança de comportamentos e atitudes para com os idosos, pela ajuda que se pode prestar no sentido de uma melhor adaptação ao estatuto do idoso, potenciando um envelhecimento integrado e uma melhor qualidade de vida.

Em Moscavide existem muitos idosos em situações de solidão e abandono familiar.

Também nesta freguesia a área da saúde assume determinados constrangimentos que, com mágoa, reconhecemos que são transversais às freguesias da Área Oriental do Concelho, e são os mais idosos que mais sofrem com a carência de cuidados de saúde.

Assiste-se, hoje, à incapacidade de se prestarem os cuidados de saúde adequados, e em tempo útil, às filas de espera para obter uma consulta e às instalações inadequadas para quem as utiliza e para quem nelas trabalha.

Este é o verdadeiro cenário que se vive em Moscavide. Às 6 horas da manhã, o Centro de Saúde de Moscavide já tem uma longa fila de utentes, na sua maioria idosos e sem condições. Aguardam de pé, na rua, sujeitos ao frio e à chuva.

Isto é uma vergonha!

Continuarei a afirmar que, ao assumir a Câmara Municipal, proporei ao Governo uma maior e melhor rede de cuidados de saúde para Loures, repartida em unidades locais de saúde que integrem os cuidados de forma global.

Isto pressupõe um novo Centro de Saúde para Moscavide, com valências de cuidados de saúde primários, assim como, a criação de unidades de saúde familiar.

É elevado, também, aqui, o número de desempregados, face à predominante alteração da estrutura económica da freguesia.

Também as baixas qualificações da população acarretam vulnerabilidades acrescidas no desemprego, factores que têm um papel decisivo na reprodução da pobreza e na pouca competitividade e qualificação do tecido económico da freguesia.

Moscavide tem muito poucas possibilidades de inverter estes cenários por limitações de espaço para construções sociais e empresariais de raiz.

O flagelo da insegurança tem, igualmente, assumido contornos consideráveis nesta freguesia.

Por muito que nos custe afirmá-lo, a insegurança é atribuída à própria precariedade das condições de vida que se vivem no nosso Concelho, situações que se repetem no dia a dia em cada freguesia.

Nunca me cansarei de afirmar que Loures precisa de uma estratégia de segurança.

Ao assumir a Câmara Municipal de Loures, defenderei uma política de prevenção assente num plano, com visão de conjunto, com meios, objectivos e recursos, e com horizontes temporais claros.

Caro companheiro Sérgio Perfeito, o Partido Social Democrata não é um partido conservador e acomodado. Ao longo da nossa história sempre fomos capazes de dar resposta com iniciativas e criatividade às exigências dos nossos tempos.

Apesar de Moscavide não usufruir de espaço para novos desenvolvimentos, muito há a fazer nesta freguesia.

Há que estudar o problema do estacionamento e do seu tráfego, assim como a limpeza e higiene urbanas, tão necessitadas nesta freguesia.

A criação de espaços verdes e parques infantis deve ser também prioritária.

Eliminar as barreiras arquitectónicas para melhoria da mobilidade são também factores importantes.

Como acabei de referenciar, muito trabalho vai ter que ser feito em Moscavide.

Comigo, consigo e com a sua equipa vamos encontrar soluções para colmatar os problemas mais prioritários de Moscavide.

É com muita confiança que aguardamos os resultados do dia 11 de Outubro.

Tenho esperança que o Partido vencedor das Autárquicas seja o Partido Social Democrata.

Estaremos todos juntos para festejar este acontecimento.

Discurso na Portela - 18 de Setembro

Exmos. Senhores,

Tenho imenso gosto em partilhar convosco este acto, que é para mim muito sentido, reconfortante, mas também simbólico, porque desejo entregar as chaves desta freguesia à Dra. Maria Manuela Dias.

Tive a oportunidade, durante doze anos que exerci funções nesta Junta de Freguesia, de me aperceber o quanto é preciso trabalhar, mas trabalhar bem, com consciência, determinação, e sentido de responsabilidade, numa acção de serviço público.

Durante este tempo, foi um prazer poder contribuir para a humanização deste bairro, intervindo aos níveis social, cultural, educacional, ambiental e de lazer, prestando diversos serviços à população e acolhendo as suas iniciativas.

Há muito que no meu espírito bailava que pessoa deveria convidar para me substituir e que me transmitisse a tranquilidade de que a Portela irá continuar no bom caminho.

Recaiu na Dra. Maria Manuela Dias, membro deste Executivo, com quem tive a possibilidade de trabalhar durante quatro anos, o que me deu a oportunidade de conhecer as suas qualidades, o seu carácter e a disponibilidade da entrega à causa pública.

Não é uma candidata desconhecida. A sua acção desenvolveu-se num local muito importante para a sociedade. Dirigiu a Escola Secundária da Portela.

É também um lugar difícil e, muitas vezes, incompreendido porque se têm de avaliar resultados (felizes os que são incompreendidos, porque é sinal de que não se afastaram da trajectória que premeia o esforço, o mérito, a eficiência e a imagem de organização).

Trabalhar na Educação, que é a base do livre desenvolvimento da pessoa, o alicerce de todo o nosso desenvolvimento económico, social e cultural, exige combate ao facilitismo, a instalação de uma cultura de exigência e de rigor, traduzida na efectiva valorização do ensino e no seu reconhecimento pelas famílias, pelas empresas e pelos alunos.

Cara companheira e amiga Dra. Maria Manuela Dias, vi o seu programa e fiquei feliz porque ele traduz o pensamento e vontades que, ao longo destes quatro anos, debatemos e que nos comprometemos em levar por diante na Portela.

Isso é já uma vitória porque não se desvia dos objectivos que o Partido Social Democrata definiu para esta freguesia desde 1998.

Continuo a estar a seu lado, mesmo num lugar diferente, mas sempre com a mesma paixão porque a Portela merece o meu olhar e a minha atenção.

Candidatei-me à Câmara Municipal de Loures como todos sabem. Não só por um dever de cidadania, mas também por um imperativo de consciência e porque acredito na transparência como princípio inerente ao exercício do poder democrático.

A política só faz sentido quando tem como objectivo fundamental ouvir os munícipes sobre os temas que mais os preocupam e ser capaz de perspectivar e preparar o próximo futuro.

Estou disponível, como sempre, para servir, com a seriedade do meu esforço, com a certeza do meu propósito de contribuir para um melhor futuro colectivo, com a capacidade de compreender qual é, em cada momento, o verdadeiro interesse para o Concelho.

O projecto do Partido Social Democrata para o Concelho de Loures assume como orientação permanente a ideia de desenvolvimento, que acredita no indivíduo, na sua capacidade criadora e no reconhecimento do mérito.

Só assim será possível a construção de um Concelho moderno, a participação de uma comunidade mais competitiva, responsável e consciente dos seus valores.

Loures precisa:
- De uma trajectória de crescimento sustentado, de convergência com os outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa;

- De uma nova dinâmica que assente na melhoria da produtividade, de esforços sérios de inovação e progresso tecnológico;

- De uma nova dinâmica produtiva, assente em inovações empresariais que permitam combater o desemprego e reduzir as desigualdades sociais;

- De assegurar um clima de confiança e estabilidade, em que as iniciativas empresariais, criadoras de riqueza e emprego, possam ser bem sucedidas;
- De reduzir a carga fiscal sobre as famílias (Imposto Municipal sobre Imóveis) e sobre as empresas (Derrama), para dinamizar a economia, criando efectiva riqueza;

- De promover o empreendedorismo, designadamente, as novas tecnologias ambientais, as tecnologias de informação, a agricultura, a floresta, o turismo e o lazer;

- De uma rede de cuidados de saúde, repartida em unidades locais de saúde que integrem os cuidados de forma global, dos primários aos hospitalares;

- De uma estratégia de segurança, capaz de defender uma política de prevenção, assente num plano com visão de conjunto, meios, objectivos, recursos e horizontes temporais claros.

Sinto que muito trabalho há a fazer neste Concelho. Com a minha equipa, na Câmara, e com a equipa da Assembleia Municipal, vamos, em conjunto, trabalhar por Loures.

Nunca soçobraremos face aos problemas, pelo contrário; os problemas foram sempre para o Partido Social Democrata o maior estímulo à nossa acção política.

Porque não me resigno ao imobilismo, às falsas promessas e à falta de coragem em apresentar soluções inovadoras, corajosas e de ruptura, que aqui estou, publicamente, a assumir, perante todos vós, um compromisso.

Faço-o com a plena consciência da possibilidade que tenho, do dever que tenho de trabalhar na construção de um projecto alternativo, para o qual todos os contributos serão ponderados e desenvolvidos para ganhar a Câmara Municipal de Loures.

A política deve estar acima dos interesses individuais e deve basear-se num compromisso que assente numa responsabilidade assumida perante todos os habitantes de Loures, sem excepção.

A forma de o assumirmos é firmarmos um contrato com os eleitores e os seus eleitos, numa relação de confiança. Um contrato de todos os cidadãos entre si.

Porque acredito na Política e quero consolidar os laços de confiança com os cidadãos, assumo, hoje, e neste local, de onde lancei a minha candidatura à Câmara Municipal de Loures, o compromisso solene de assinar um Contrato Político, um Contrato Autárquico, com todos os cidadãos do Concelho de Loures.

Caros portelenses e amigos, a política só tem sentido com valores. Valores como a verdade quando se fala dos munícipes, a seriedade do discurso e dos argumentos políticos, o realismo das propostas, a responsabilidade na actuação e nos caminhos assumidos, e o sentido de compromisso com o futuro, com as novas gerações que nos hão-de suceder.

São estes os valores que me norteiam. Espero merecer a confiança de todos e no dia 11 de Outubro festejarmos as vitórias do PSD, pela conquista da freguesia da Portela e da Câmara Municipal de Loures.

A todos um muito e carinhoso obrigada.

sábado, 19 de setembro de 2009

Discurso na Bobadela

Exmos. Senhores,

A nossa presença aqui, hoje, tem como objectivo apoiar o nosso candidato Silva Costa que, uma vez mais, aceitou o convite para liderar o projecto do Partido Social Democrata à Junta de Freguesia da Bobadela.

Ao assumir o desafio para gerir esta Vila, sentiu que era necessário e urgente dar outra vida à freguesia, imprimindo-lhe uma nova prática política, consubstanciada na modernidade e no desenvolvimento sócio-económico.

Sei que vive há muitos anos na freguesia da Bobadela, conhece bem os seus problemas, as preocupações da população que aqui habita e também as suas causas.

Quero manifestar-lhe todo o meu apoio nesta luta que ambos vamos ter de travar para alcançar a vitória do Projecto do Partido Social Democrata, que tem como prioridade a conquista da Presidência da Câmara Municipal de Loures e a da Junta de Freguesia da Bobadela.

Todos os que aqui nos encontramos estamos confiantes no companheiro Silva Costa e na sua equipa, convictos de que vai ser possível mudar os acontecimentos dos próximos quatro anos, dando aos seus eleitores a possibilidade de escolherem entre projectos e equipas diferentes.

Acredito que juntos, com muito trabalho e sentido de responsabilidade, vai ser possível mudar o rumo das políticas que têm sido seguidas por Loures.

O PSD está unido e preparado para, desde já, travar e ganhar este combate autárquico em Loures.

Situada na Zona Oriental de Loures, Bobadela tem fortes traços urbanos, e está localizada na cintura industrial que vai de Sacavém a Vila Franca de Xira. Tem uma área de 3,37 Km2, cerca de 9.000 habitantes e uma densidade populacional de 2.545 hab/Km2.

Como todas as freguesias da área do Concelho de Loures, Bobadela enferma dos mesmos problemas em termos físicos, demográficos e sociais.

Sofre da mesma tendência de envelhecimento de outras freguesias limítrofes, o que constitui já um significativo grupo social na estrutura demográfica da freguesia (35,5%).

Uma grande parte destes idosos tem como principal fonte de rendimento a sua pensão de reforma, e acentua-se o cenário de pobreza e exclusão social.

Impõe-se dotar a freguesia de recursos e equipamentos que dêem resposta às necessidades daquela população.

São necessários Centros de Dia com apoio domiciliário, que promovam a saúde, o bem-estar e a ocupação activa da pessoa idosa.
Os Lares são também necessários para os mais dependentes.

Urge a criação de estruturas que apoiem esta vertente tão carenciada no nosso Concelho.

Loures tem um défice enorme no tocante às respostas globais para a terceira idade.

Ao assumir a Presidência da Câmara Municipal, exigirei ao Governo a criação de equipamentos condignos, onde os idosos possam encontrar-se e conviver, com segurança, nas suas localidades.

Também a área da saúde assume determinados constrangimentos nesta freguesia que são, de algum modo, transversais às restantes freguesias do Concelho.

Defendo para o Concelho uma política de verdade na área da saúde, que responda cabalmente às necessidades da população e ofereça uma efectiva cobertura territorial do nosso Concelho.

Considero absolutamente escandaloso que, decorridos 14 anos após a promessa do Eng. Guterres, em 1995, e a sua Ministra da Saúde, tenha garantido, por duas vezes, no local, a construção do Hospital, tenhamos assistido há dias a mais um espectáculo de circo anunciando a sua construção.

Não posso calar a minha indignação pela forma como se respeitam as populações.

Proporei ao Governo uma rede de cuidados de saúde, repartida em unidades locais de saúde que integrem os cuidados de forma global, dos primários aos hospitalares.

Também o desemprego assolou esta freguesia. Bobadela precisa de definir uma política de crescimento sustentado, em convergência com os parceiros sociais e na reconversão de algumas empresas desactivadas, que permitam combater o desemprego e reduzir as desigualdades sociais.

Urge criar incentivos à instalação de empresas na freguesia, assente numa nova e inovadora dinâmica produtiva, assim como valorizar os recursos específicos da zona, onde o Comércio Tradicional tem um papel importante na vida das pessoas.

A ausência de uma boa estratégia política tem conduzido muitas zonas do Concelho a situações de empobrecimento e desemprego.

Todos sentimos que a nossa sociedade se alterou nos últimos anos.

Os contornos da insegurança dos últimos tempos são, igualmente, sentidos na Bobadela. Com frequência, assistimos a fenómenos de criminalidade violenta, junto de situações de exclusão social relacionadas com altas taxas de desemprego, baixa qualificação profissional e níveis de instrução baixos.

Também nas escolas da freguesia se destacam valores elevados de abandono e absentismo escolar, e os indicadores respeitantes ao Ensino Secundário são assustadores.

Há que inverter este cenário, dando-se prioridade à criação de um gabinete, em cada Agrupamento Escolar, de apoio à família e ao aluno, com vista a estimular a inter-relação entre a família, a escola e a comunidade.

Caro companheiro Silva Costa, não é fácil gerir comunidades. Impõe trabalho, competência e empenhamento. Acredito no companheiro e na sua equipa para alcançar o grande objectivo a que se propôs: ganhar a Presidência da Junta de Freguesia.

Bobadela precisa do seu combate político para ver resolvidos alguns problemas relacionados com o ambiente, como o desassoreamento e despoluição do Rio Trancão, e lutando pela sua requalificação para tornar navegável a zona do Rio que banha as freguesias de Unhos, Sacavém e Bobadela.

Não deixarei de lutar a seu lado por esta causa, como também pela criação do passeio ribeirinho junto ao Tejo, ligando a Expo a Santa Iria de Azóia pela margem direita do rio.

Unidos pelos mesmos objectivos para mudar Loures, vamos ser capazes de dar a vitória do Partido Social Democrata, nas eleições do dia 11 de Outubro.

Cá estarei para lhe dar um abraço.

Discurso na Apelação

Exmos. Senhores,

Como candidata à Câmara Municipal de Loures, não podia deixar de estar aqui convosco para apoiar a nossa candidata à Junta de Freguesia da Apelação e desejar-lhe as maiores felicidades na nova vida que vai iniciar, com o objectivo de ganhar as eleições à Assembleia de Freguesia.

Estou consigo, companheira Aurora Bento, e tudo farei para a ajudar no combate político que se avizinha.

O Partido Social Democrata sabe bem o que faz falta na Apelação e, por isso, a convidou com a plena certeza de que é a candidata indicada para desempenhar a função de Presidente da Junta de Freguesia.

Tenho a certeza que ao aceitar ser candidata por esta terra o faz com a convicção de que pode mudar os acontecimentos dos próximos quatro anos, dando aos seus eleitores a possibilidade de escolher entre projectos e equipas diferentes.
A freguesia da Apelação precisa de uma equipa competente, audaz, que seja capaz de imprimir um novo rumo e de fomentar o desenvolvimento para atrair empresas e criar mais emprego, principalmente, para os mais jovens.

Cara companheira Aurora Bento, estarei consigo nesta luta.

Sei que este é também o seu pensamento e que está decidida, com a sua equipa, em dar a esta freguesia todo o seu saber, o seu empenhamento e o seu querer.

Não vai ser fácil gerir esta freguesia.

Como em todas as freguesias do Concelho, também aqui se vivem e sentem os problemas em termos físicos, demográficos e sociais.

A Apelação é uma freguesia que tem sofrido algumas transformações demográficas ao longo dos últimos anos, fruto do acolhimento de um bairro social – o Bairro Quinta da Fonte.
A população mais jovem do Concelho situa-se nesta freguesia.

Atendendo à estrutura etária da população, verificam-se índices de envelhecimento muito significativos, tendência registada em todo o Concelho de Loures.

Ao nível da instrução da população, apercebemo-nos da existência de uma percentagem elevada de indivíduos que não sabem ler nem escrever (16%) e muitos sem nenhum grau de ensino (13%).

Verifica-se uma predominância de níveis de escolarização relativamente baixos na freguesia, cujos valores mais elevados se situam ao nível do 1.º ciclo do Ensino Básico (45%), fruto de uma estrutura etária e da existência de muitos idosos.

Na Educação, a problemática recai no abandono e absentismo escolar, fenómeno resultante de problemas relacionados com a insegurança que se vive junto aos estabelecimentos de ensino. Subjacentes a estas problemáticas encontram-se relacionados os problemas sociais e a consecutiva ausência de respostas às camadas mais jovens.

Ao assumir a Presidência da Câmara Municipal de Loures, esta será a primeira medida urgente que dedicarei à Apelação, criando um elo de ligação entre a família e a escola e proporcionando uma integração no mundo escolar.

Igualmente aqui se sente a presença de população de nacionalidades estrangeiras, oriunda de países como Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola.

A população imigrante é caracterizada por um conjunto de problemas que lhe está comummente associado, nomeadamente, a ilegalidade, a constante mutação de habitação e os trabalhos precários, devendo-se à escolaridade relativamente baixa.

Como sabemos, Loures é habitado por um mosaico multicultural, e a freguesia da Apelação carece de uma intervenção comunitária junto desta população, com vista à integração e à valorização dos imigrantes nas suas diferentes áreas sociais.

Quando for eleita Presidente da Câmara Municipal de Loures, esta será a segunda medida urgente que dedicarei à Apelação.

Também no nosso Concelho o sentimento de insegurança prevalece na população e é atribuído à própria precariedade das condições de vida que se vivem, fruto de um planeamento urbanístico errado que atirou para verdadeiros guetos as populações económica e culturalmente mais carenciadas.

A freguesia da Apelação precisa de uma estratégia de segurança.

Todos sabemos que a questão da insegurança muito dificilmente se resolve só com policiamento.

Lutarei para encontrar, para esta zona concreta, medidas de intervenção que passarão, além do policiamento, por ocupação para os jovens, por maior intervenção junto da população realojada e pela construção de equipamentos sociais para crianças e jovens.

Infelizmente, também na saúde o problema é sentido na Apelação. Incapacidade de prestar ao cidadão os cuidados de saúde adequados, em tempo útil, com longas filas de espera por consultas e instalações inadequadas.

Há muito que esta população reclama a abertura de um posto de primeiros socorros, da criação de um Centro de Saúde no Catujal e o alargamento do Centro de Saúde da Apelação.

Terei em consideração estas vossas preocupações.

Proporei ao Governo uma rede de cuidados de saúde para Loures, repartida em unidades locais de saúde que integrem os cuidados de forma global.

Lutarei, ainda, pelo aprofundamento da rede de cuidados continuados e defenderei, de forma consistente, apoios à assistência domiciliária.

A nossa candidata vai ter uma grande tarefa em mãos.

Os habitantes da Apelação esperam de si, e da sua equipa, capacidade, empenho e trabalho para lhes poder resolver os problemas que os aflige. E, são muitos!

Também nesta freguesia se sente a necessidade de se criarem condições para a fixação de pequenas e médias empresas que ajudem a desenvolver e a promover a convergência económica e social para atrair novos postos de trabalho, combatendo o desemprego e proporcionando oportunidades para os mais jovens.

Todos estes indicadores enunciados, tenho a certeza de que eles são, também, as razões da sua candidatura e do seu compromisso de trabalhar por uma freguesia, onde todos possam partilhar novas ideias e soluções inovadoras, que passarão por criar mais estacionamento, mais espaços de lazer e melhor qualidade de vida, não descurando um maior apoio social aos mais carenciados.

Pode contar comigo para a ajudar nesse trabalho e juntas vamos encontrar soluções para colmatar os problemas mais visíveis da Apelação.

O nosso interesse pelos problemas dos outros e pelas suas soluções dar-nos-ão a vitória no dia 11 de Outubro.

Cá estaremos para nos abraçar com a convicção plena de que valeu a pena lutarmos, juntas, por aquilo em que acreditamos. SERVIR a comunidade da Apelação.

Discurso em Camarate

Exmos. Senhores,

Encontramo-nos, hoje, em Camarate para apoiar o nosso candidato António Cunha, que aceitou o convite para liderar o projecto do Partido Social Democrata à Junta de Freguesia.

Como candidata à Câmara Municipal de Loures, quero manifestar-lhe a minha disponibilidade e apoio, e desejar-lhe as maiores felicidades na luta que vai travar para fazer desta freguesia um lugar diferente do que existe actualmente.

Estou convicta que com a sua equipa é possível modificar alguns cenários que se vivem nesta freguesia, nomeadamente, as 26 áreas de génese ilegal e outras semelhantes, cuja legalização vai exigir muito empenho e competência.

Tenho a certeza de que acredita nas potencialidades desta freguesia, que conhece bem os seus problemas, as preocupações da população que aqui habita e que está empenhado em dar a Camarate um novo rumo.
Freguesia desde 1511, Camarate pertence ao Concelho de Loures apenas desde 1895; foi sempre uma freguesia rural com grande património histórico.

Desse património restam hoje antigas quintas e construções desfiguradas, muitas delas substituídas por loteamentos urbanos ilegais ou demolidas face ao novo traçado da CRIL.

Uma visita à freguesia de Camarate mostra que é claramente uma vila desordenada urbanisticamente, onde faltam infraestruturas de construção (face à existência de uma vasta área de construção ilegal), começando pelo sistema de drenagem natural, afectado pela construção indiscriminada e que acentua o risco de acidentes de deslizamento de terras. A desordenação territorial espelha-se, também, na mistura entre áreas de habitação e áreas de pequena indústria, armazéns e oficinas.

Esta freguesia estruturou-se a partir da Estrada Nacional 507 e da Estrada Militar em dois eixos longitudinais, com orientação Norte-Sul, que são a origem do seu desenvolvimento urbano, e um segundo eixo transversal constituído pela Estrada de Fetais.

A CRIL, o Eixo Norte-Sul e o respectivo Nó de Camarate, neste eixo, conferem uma acessibilidade acrescida a este território.

Desde 1992 que se está a desenvolver um Plano de Urbanização para a freguesia de Camarate, cujos objectivos fundamentais passam pela reconversão da imagem urbana da freguesia, alterando o seu sistema viário, proporcionando a legalização das AUGI, criando uma rede de equipamentos, definindo a estrutura verde da freguesia de qualificação ambiental, contribuindo para a resolução qualificada das necessidades da freguesia, quanto ao realojamento dos núcleos degradados integrados no PER.

Camarate tem na habitação o seu principal problema. Há um imenso trabalho a fazer, que apenas com um forte empenhamento do poder autárquico e das instituições locais poderá ter êxito.

A questão da reconversão das AUGI desta freguesia (32% do território) passa por um trabalho que depende, em muito, dos habitantes destas zonas, numa missão muito difícil e demorada, face aos dispendiosos projectos de requalificação.

Ao assumir a Câmara Municipal de Loures, criarei um Gabinete sob a minha direcção para, em conjunto com a população, proporcionar uma solução para a recuperação das AUGI, criando mecanismos para a sua qualificação e legalização.

Camarate, também, vive e sente os problemas em termos físicos, demográficos e sociais que actualmente caracterizam as freguesias do Concelho.

Tem um índice elevado, acima da média Concelhia, de abandono e absentismo nas suas escolas, reflectido nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário.

Constata-se, ainda, um elevado número de indivíduos sem grau de ensino e uma forte fatia de analfabetismo.

A sua população tem como principal meio de vida o trabalho. Grande parte desta vive do rendimento de propriedade, embora um maior número de pessoas vivam do Rendimento Social de Inserção e a cargo da família.

Constata-se que 35,6% da população não tem actividade económica.

Atendendo à estrutura etária da população, verificam-se índices de envelhecimento muito significativos, tendência registada em todo o Concelho de Loures, embora Camarate seja, na Área Oriental, a freguesia que apresenta uma população mais jovem.

Quanto à estrutura da população activa, nota-se que o sector primário quase não existe, apesar das suas origens. Apresenta maior expressão nos sectores terciário (62%) e secundário (34%).

A maioria da população empregada trabalha por conta de outrem (85% da população).

Também nesta freguesia é elevado o número de desempregados. São os indivíduos com habilitações médias que têm mais dificuldade em encontrar emprego.

Destes cenários resulta a existência de muitas situações de pobreza, face à alteração da estrutura económica da freguesia.

Urge a necessidade de lançar medidas de combate à crise e de estímulos a uma nova actividade económica.

Criar uma comunidade sustentável não é fácil. Exige trabalho, participação e, sobretudo, entender os novos desafios e quais as respostas que têm de ser encontradas.

Ao assumir a presidência da Câmara Municipal de Loures, esta será a primeira medida urgente que dedicarei a Camarate.

Caro companheiro António Cunha, são muitos os problemas que teremos de resolver em Camarate.

Todos os indicadores enunciados, tenho a certeza de que são, também, as razões da sua preocupação e do seu compromisso de trabalhar por esta freguesia, onde todos possam partilhar novas ideias e soluções inovadoras, que passarão por criar condições para melhor reordenamento da circulação automóvel, por melhores transportes e estacionamentos adequados, assim como, por espaços de lazer, não descurando um maior apoio social aos mais carenciados.

Ao ser eleita Presidente da Câmara, criarei para Camarate um plano de acção que se traduzirá num compromisso com a população, durante quatro anos, e que terá como objectivo a resolução das seguintes medidas:
1. A criação de um serviço de atendimento e apoio específico em coordenação com o meu gabinete para a resolução dos problemas das AUGI;
2. Mobilizar a população e os responsáveis locais para o investimento num “Plano de Desenvolvimento Social Urbano”;
3. Transformar o Centro Histórico no centro de encontro da população, depois de passar por uma requalificação;
4. Estruturar e renovar o tecido terciário, potenciando a criação de espaços qualificados, capazes de atrair empresas ou actividades associadas à inovação e desenvolvimento, promovendo o 1.º emprego;
5. A instalação de mais equipamentos sociais para apoio aos mais idosos e às crianças;
6. Acelerar o Plano de Urbanização com vista à reconversão da imagem urbana da freguesia;
7. Investir nas respostas ao nível do apoio social às famílias.

Companheiro António Cunha, vamos ter uma grande tarefa em mãos.

Renovo aqui a minha ajuda e juntos vamos encontrar soluções para colmatarmos os problemas mais visíveis destas populações.

Não temos que ter receio, porque o que nos une são os problemas dos munícipes e as suas soluções, motivos suficientes para alcançar a vitória no dia 11 de Outubro. A vitória do Partido Social Democrata.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Discurso em Sacavém

Exmos. Senhores,

O Partido Social Democrata apresenta para o ciclo autárquico 2010/2013 uma candidatura que aposta na modernização da cidade de Sacavém, na defesa dos interesses da sua comunidade e também no seu desenvolvimento socio-económico.

Estou convicta de que com a sua equipa se propõe trabalhar imbuída dos princípios de solidariedade, de permuta de conhecimentos e de cooperação entre todas as forças vivas da freguesia, garantindo a participação de todos na resolução de questões determinantes para o bem-estar da comunidade de Sacavém.

Como candidata à Câmara Municipal de Loures, não poderia deixar de estar aqui convosco para apoiar a nossa candidata Daniela Matos, e desejar-lhe os melhores resultados porque anseio que ganhe as eleições para a Assembleia de Freguesia de Sacavém.

Tem todo o meu apoio companheira Daniela Matos.

Pode contar com a minha ajuda e juntas vamos modificar esta freguesia.

Ao aceitar ser candidata por esta cidade, sentiu que era necessário e urgente modificá-la porque se apresenta tão diferente de outras cidades da Área Metropolitana de Lisboa.

Em 1927, Sacavém é elevada a Vila e em 1996 foi elevada à categoria de cidade. É uma cidade de contrastes devido à sua história. Já em 1977, um sociólogo escrevia sobre Sacavém, dizendo que se trata de uma realidade que pouco se alterou, um espaço povoado a esmo, disforme, agressivo e desconfortável entre o antigo desprezado e o novo inestético.

Trata-se de uma imagem que é bem o resultado dos conflitos entre os grupos sociais que intervieram neste espaço.

Sacavém destaca-se das outras freguesias da Área Oriental do Concelho por uma vincada dinâmica associativa, instituições que ainda hoje marcam a vida cultural da freguesia.

Vive e sente, como todas as freguesias do Concelho, os problemas em termos físicos, demográficos e sociais que actualmente as caracterizam.

Também as suas escolas destacam valores elevados de abandono e absentismo escolar, acima da média concelhia.

No ensino secundário, a Escola Secundária destaca-se em relação ao restante Concelho com valores que chegam aos 40%.

A sua população sempre teve como principal meio de vida o trabalho. Actualmente, tem o maior número de idosos a viver de pensão ou reforma.

O sector secundário, tão influente na história da freguesia de Sacavém, vem perdendo, gradualmente, o seu peso, pois com o encerramento de diversas indústrias é cada vez menor o número de trabalhadores neste sector.

Também nesta freguesia é bastante elevado o número de desempregados. São as pessoas com qualificações médias que têm mais dificuldade em encontrar emprego, face à crescente alteração da estrutura económica da freguesia.

A imigração é uma realidade no Concelho e Sacavém é a freguesia com maior número de população estrangeira.

Na área habitacional, Sacavém precisa de uma reflexão cuidada.

As suas “vilas” que não são mais que becos degradados, partes de casas isoladas de onde provém uma grande parte de situações de pobreza extrema e de difícil solução.

Existe uma nova realidade que se prende com a ocupação do velho Centro Histórico pela população imigrante e a urbanização Terraços da Ponte, onde a exclusão social e a desintegração se faz sentir face à restante freguesia.

Existem muitas situações de pobreza associadas à monoparentalidade, sobretudo, nas famílias africanas.

Os residentes na freguesia vivem um sentimento de insegurança face a um elevado grau de violência juvenil, cenário que é sentido pelos habitantes do Concelho, que consideram a freguesia de Sacavém como a que apresenta mais zonas inseguras em todo o Município.

Como já referi, muito trabalho há a fazer em Sacavém.

Ao ser eleita, assumo o compromisso de dar prioridade às vertentes socio-culturais e ao desenvolvimento socio-económico do Concelho.

Relanceando um olhar sobre o problema que se vive nas escolas do Concelho com abandono e absentismo, impõe-se aqui actuar e encontrar respostas a estas lacunas que passam:
§ Pela criação da figura do Provedor da Educação, que tenha como objectivo o diálogo com as escolas;
§ Pelo encontro de modalidades de acompanhamento que contribuam para o sucesso escolar;
§ Pela orientação vocacional que indique o conhecimento do que pode ser um objecto de carreira, os estudos a prosseguir e as profissões a adoptar, principalmente, em escolas com grande dificuldade de aprendizagem;
§ Pela criação de condições para que os pais possam acompanhar melhor os seus filhos, associando a política de família à Educação.

Não menos importante do que defendo para a educação, saliento a necessidade urgente de se criarem condições para a fixação de pequenas e médias empresas que ajudarão a desenvolver e a promover a convergência económica e social de que o Concelho precisa.
Todos temos conhecimento que a maioria das pequenas e médias empresas lutam com a falta de recursos qualificados.

Seria importante investir na criação de protocolos entre a Câmara Municipal de Loures, o Ministério da Ciência e Tecnologia e as empresas do Concelho para a criação de um Centro de Formação Técnico Profissional que ajudasse a criar um mercado de trabalho funcional e eficiente, que gerasse emprego para os mais jovens, contribuindo, também, para o rejuvenescimento da classe empresarial.

Também na mesma linha de pensamento da convergência económico-social, quero referenciar o problema do Comércio Tradicional que está a desaparecer no nosso Concelho e que tanto contribuiu para a sua economia.

Tem-se assistido à instalação de grandes superfícies que têm ocorrido ao acaso, ao ritmo de medidas avulsas e fortuitas que não favorecem a coesão e harmonia do território do Concelho.
Acentuaram-se desigualdades de tratamento e não se valorizaram os recursos específicos das diferentes regiões do Concelho, onde o Comércio Tradicional tinha um papel importante na vida das pessoas.

Também no nosso Concelho o sentimento de insegurança prevalece na população e é atribuído à própria precariedade das condições de vida que se vivem no Concelho, fruto de um planeamento urbanístico errado que atirou para verdadeiros guetos as populações económica e culturalmente mais carenciadas.

Loures precisa de uma estratégia de segurança.

Como Presidente da Câmara Municipal, lutarei pelo policiamento de proximidade, pelo reforço do policiamento de rua, nomeadamente, nos períodos nocturnos e nas zonas mais problemáticas, pela Comissão Permanente do Conselho Municipal de Segurança e pela rápida presença da Polícia Municipal.

A área da saúde representa um dos principais estrangulamentos à qualidade de vida das populações do Concelho de Loures.

Volvidos mais de 15 anos e a construção do Hospital ainda não existe.

Foi no governo do PSD que se lançou o concurso para a sua construção, que o governo socialista não permitiu que avançasse.

A dois meses das eleições legislativas, anuncia a construção do hospital e aponta a sua conclusão para 2013.

Considero uma vergonha esta atitude!

Com o governo socialista verifica-se a ausência de uma política de verdade na área da saúde que responda, com eficiência, às necessidades da população.

Neste domínio, entendo que não é aceitável nem socialmente justo para a população do Concelho de Loures que as extensões de saúde cubram freguesias tão extensas, que se encerrem CATUS, que cinco das freguesias não tenham unidade de saúde, que os Centros e Extensões existentes não reúnam as condições desejáveis, quer para os seus utilizadores quer para os profissionais que lá trabalham.

Ao assumir a Câmara Municipal, proporei ao governo uma rede de cuidados de saúde para Loures repartida em unidades locais de saúde que integrem os cuidados de forma global.

Cara companheira Daniela, são muitos os problemas que teremos de resolver e nunca soçobraremos por causa deles, pelo contrário, os problemas foram sempre para o PSD, o maior estímulo à nossa acção política.

O nosso interesse pelos outros e a luta pelas suas causas dar-nos-ão a vitória no dia 11 de Outubro.

Conto com todos, que é a minha e a nossa paixão para fazermos de Loures um Concelho de referência.

Discurso em Santo António dos Cavaleiros

Exmos. Senhores,

Quero, em primeiro lugar, congratular-me pela candidatura do nosso companheiro António Santos, que aceitou o convite para liderar o projecto do Partido Social Democrata à Junta de Freguesia de Santo António dos Cavaleiros.

Estou convicta de que com a sua equipa se propõe trabalhar imbuído dos princípios de solidariedade, de permuta de conhecimentos e de cooperação entre todas as forças vivas da freguesia, garantindo a participação de todos na resolução de questões determinantes para o bem-estar da comunidade de Santo António dos Cavaleiros.

Como candidata à Câmara Municipal de Loures, não poderia deixar de estar aqui convosco para apoiar o nosso candidato António Santos, e desejar-lhe os melhores resultados porque quero que ganhe as eleições para a Assembleia de Freguesia de Santo António dos Cavaleiros.

A freguesia de Santo António dos Cavaleiros precisa de uma equipa disponível e competente para que o seu trabalho possa oferecer à população melhor qualidade de vida e de fomentar o desenvolvimento para atrair empreendimentos que ajudem a criar postos de trabalho, com incidência para os mais jovens.

Porque fazem falta ao concelho os que não se resignam e vergam à discussão dos problemas, os que são audazes e vêem nas dificuldades a oportunidade para a afirmação do mérito e ainda os que têm coragem, e não têm medo de reformar e mudar, que me levam a afirmar de que vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos.

Tem todo o meu apoio companheiro António Santos, e tudo farei para o ajudar no combate político que se avizinha.

Santo António dos Cavaleiros é uma freguesia com uma área de 3,60 Km2, foi criada em 1989 e tem actualmente uma população de 22 000 habitantes – 11% da população concelhia.

O território que hoje compõe a freguesia era uma zona de quintas, onde predominava a agricultura, sendo recente a construção de edifícios.

Há quatro décadas, o território era ocupado por algumas dezenas de famílias que habitavam em casais e quintas com casas apalaçadas e que tinham grande domínio sobre a economia rural da região.

A zona inicial de Santo António dos Cavaleiros foi alargada, tendo actualmente as seguintes localidades: Bairro da Paradela, Cidade Nova, Flamenga, Ponde de Frielas, Quinta do Conventinho, Quinta das Flores, Torres da Belavista, Vivendas do Solar e, mais recentemente, a Urbanização do Almirante.

Na análise demográfica e no que diz respeito à densidade populacional, Santo António dos Cavaleiros é uma das três freguesias do Concelho com maior concentração da população residente, verificando-se cerca de 6 100 habitantes por Km2.
Actualmente, trata-se de uma freguesia dormitório, situação que se tem vindo a alterar com a entrada de algumas empresas de comércio e serviços. É considerada uma das mais jovens freguesias do Concelho.

Conhecedores da dimensão territorial de Santo António dos Cavaleiros, verifica-se que muito trabalho há a realizar no âmbito da acção social, Educação e Ensino, transportes públicos, primeiro emprego, combate ao desemprego, segurança, e ainda da integração da população imigrante.

Relativamente à população imigrante, em Santo António dos Cavaleiros 8,4% da população detém nacionalidade estrangeira, sendo grande parte de origem africana (82% do total da população estrangeira). Oriundos do continente americano, 6% com nacionalidade brasileira, e do continente europeu – 3,8%, em particular da Europa do Leste.

Estes valores revelam-se elevados, pois, em Loures, a população estrangeira é 6,8% e na região da Grande Lisboa os estrangeiros representam 4% do efectivo populacional.

Perante estes cenários, Santo António dos Cavaleiros precisa de definir uma trajectória de crescimento sustentado, de convergência com os parceiros sociais da freguesia e de maior participação no processo de crescimento, assente numa nova dinâmica produtiva e com inovações empresariais que permitam combater o desemprego e reduzir as desigualdades sociais.

Trata-se de uma estratégia de crescimento que requer a mobilização e a participação de todos para que a freguesia de Santo António dos Cavaleiros cresça num clima de confiança e estabilidade, em que as iniciativas empresariais, criadoras de riqueza e emprego, possam ser bem sucedidas.

Os grandes centros urbanos, como Santo António dos Cavaleiros, exigem a criação de projectos que integrem uma mudança ao ritmo da sua população e que esta seja envolvida e sinta que um projecto de requalificação urbana é também um projecto de cidadania.

Por vezes, não envolvemos a população porque não a conhecemos e não compreendemos que o diálogo entre os agentes locais é importante para se identificarem os problemas e ambições dessas populações.

Se a população tiver uma palavra a dizer sobre o local, acabará também por se responsabilizar pela sua manutenção. Terão de ser os moradores a saber aproveitar o seu espaço e a identificar os problemas sentidos, como passadeiras que precisam de rebaixamento, buracos nas ruas e passeios, e chamarem a atenção para problemas mais complexos.

Esta será uma forma de envolver a população na responsabilidade da manutenção, por exemplo, do seu prédio e do seu bairro.

Criar uma comunidade sustentável não é fácil.

Exige trabalho, participação e, sobretudo, entender os novos desafios e quais as respostas que têm de ser encontradas.

Loures é um Concelho com muita imigração. Quero deixar aqui uma palavra de incentivo a estes imigrantes – e a alguns que, embora cidadãos portugueses, se sentem ainda um pouco imigrantes – e dizer-lhes que a diversidade cultural é uma herança comum da Humanidade, sendo um tesouro vivo e renovável que é necessário preservar.

Sinto que ainda não se conseguiu no nosso Concelho uma verdadeira integração, nem o estreitamento de relações sociais, culturais e humanas entre as comunidades existentes.

O Governo tem aqui um papel importante a desempenhar. O princípio da subsidiariedade deve ser claramente aplicado através da atribuição às Autarquias de um papel de liderança, dada a sua proximidade aos problemas reais dos cidadãos e famílias.
Igualmente, deve ser dada às Autarquias uma maior responsabilidade e, naturalmente, mais recursos na implementação e gestão das políticas de família a nível local.

É verdade que as Autarquias exercem, há muito, algumas destas competências, embora informalmente, pelo que se deveria adaptar o enquadramento legal a esta realidade, sobretudo, no que respeita à provisão dos serviços de acolhimento de crianças e idosos (creches e lares), de educação, de ocupação de tempos livres, de desporto e de transportes públicos locais.

Porque não se tem dado importância a estes aspectos fundamentais, assistimos, nos últimos tempos, a fenómenos de aumento de criminalidade violenta a que o nosso País não estava habituado.

Como sabemos, a criação de condições de segurança é, em grande parte, função de outras políticas. Assim, passa, antes de mais, pela promoção do crescimento da economia, por políticas de inclusão social e pelo combate ao desemprego.

Todos sentimos que a nossa sociedade se alterou radicalmente nos últimos anos. Daí, não ser novidade, que hoje se aconselhem as políticas de segurança interna.

O conceito de segurança tem vindo a ser objecto de múltiplas apreciações e, não restam dúvidas que a questão da segurança está na ordem do dia das preocupações dos cidadãos portugueses.

Também no nosso Concelho, o sentimento de insegurança prevalece na população e é atribuído à própria precariedade das condições de vida que se vivem em Loures, fruto de um planeamento urbanístico errado, que atirou para verdadeiros guetos as populações económica e culturalmente mais carenciadas.

Loures precisa de uma estratégia de segurança.

Lutarei, como Presidente da Câmara, pelo policiamento de proximidade, pelo reforço do policiamento de rua, nomeadamente, nos períodos nocturnos e nas zonas mais problemáticas, pela criação de uma Comissão Permanente do Conselho Municipal de Segurança e a criação da Polícia Municipal.

Afloro aqui esta temática porque sei o que muitos habitantes de Santo António dos Cavaleiros pensam da gestão da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia.

A integração social também aqui não tem sido fácil. A presença de população imigrante, a maioria sem qualificação profissional, vive no desemprego ou com subsídios relativamente pequenos, o que tem contribuído para o aumento da pobreza e exclusão social.

Apesar desta freguesia dispor de um novo Centro de Saúde, as suas respostas representam um estrangulamento à qualidade de vida da população, pelo mau serviço que presta à cidade de Loures.

Volvidos mais de 14 anos e a construção do Hospital ainda não existe.

Foi no Governo do PSD que se lançou o concurso para a sua construção, que o Governo socialista não permitiu que avançasse.

A dois meses das eleições legislativas, anuncia a construção do Hospital e aponta a sua conclusão para 2013.

Considero uma vergonha esta atitude!

Caro companheiro António Santos, tem uma grande tarefa em mãos.

Os habitantes de Santo António dos Cavaleiros esperam de si, e da sua equipa, capacidade, empenho e trabalho para lhes poder resolver os problemas que os afligem.

Os habitantes das Torres da Bela Vista aguardam a resolução do problema da água e dos transportes públicos até às suas residências.

Outras zonas da freguesia queixam-se da falta de limpeza, do estacionamento, do estado dos arruamentos, da iluminação pública e da recolha do lixo.

Não o quero assustar com tudo isto.

Nunca soçobraremos face aos problemas, pelo contrário, os problemas foram sempre para o PSD, o maior estímulo à nossa acção política.

Quero, sim, afirmar-lhe de que estarei consigo para o ajudar a encontrar soluções para resolvermos por completo os problemas que afligem estas populações.

Juntos vamos ser capazes de fazer de Santo António dos Cavaleiros uma terra onde apeteça viver.

Cá estaremos, no dia 11 de Outubro, para festejarmos a vitória do Partido Social Democrata com a convicção plena de que valeu a pena lutarmos por aquilo em que acreditamos: servir a comunidade do Concelho de Loures.